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Louca/Estranha/Anormal/Distante/Fria/Egocêntrica E muitas outras mais... Autora de Angelus, Tokyo Revivers e A Cor da Lágrima, codinome: Horigome Namika

domingo, 2 de maio de 2010

Cap. 21 O Baile

Vicky acordara cedo e voltara logo depois que Agatha havia terminado o café da manhã. Trazia consigo três ingressos e deu cada um às companheiras
- Como você arrumou isso? - perguntou Lena, já julgando que a garota arrumara os convites ilicitamente.
- Não roubei se é isso o que você está pensando! - respondeu Vicky - Eu diria que... ganhei.
- Desculpe por perguntar, mas eu queria saber como você conseguiu nossas entradas.
- Tá, tá... se vocês insistem...
Aquele local da cidade era considerado suspeito, até mesmo para Vicky, acostumada àquele mundo. Mas daquela vez, as atenções estavam voltadas para a dama de vestido de veludo, que desde cedo, apostava com furor. A madrugada já entrara, quando a loira se aproximou dela, já pressentindo que a dama seria uma vítima fácil.
- A fim da melhor aposta da noite? - propôs Vicky.
- Não me interesso por poucos trocados, se quer saber - a lady anunciava suas condições - Já perdi muito nesta noite.
- Tenho certeza de que a senhorita se interessará por isso - Vicky tirou da bolsa o colar de rubi que pertencia à Agatha, certamente sem o consentimento dela – Jóia exclusiva do Trono do Fogo! Legítima!
Os olhos dela faiscaram de cobiça ante ao colar. Caíra no papo da maior trapaceira do mundo.
- A aposta terá que ser alta.
- Aposto o que eu tiver! – disse a lady desesperada – Aposto minhas entradas para o Baile Real.
Vicky deu um sorriso de satisfação. Sua intuição não falhara.
- Agora sim, você está falando a minha língua!
A mulher tirou as entradas e as colocou em cima da mesa. Suas mãos foram seguras pela dama de companhia, uma mocinha de pouco mais de vinte anos.
- Condessa Lilac, a senhora não pode!
- Pára de falar Gertrude! – censurou a outra – Esta é uma oportunidade única e eu não posso perde-la
Antes ela tivesse ouvido a empregada. Condessa Lilac era tão ruim no jogo que Vicky nem precisou utilizar-se dos dados viciados que sempre carregava.
- Foi muita sorte mesmo Vicky! – exaltou Agatha – Graças à você estaremos no Baile.
- Ela não fez nada mais que a obrigação Agatha! – ressaltou Lena – Afinal, ela que perdeu a sua entrada não foi?
Agatha se vestira impecavelmente como a Princesa de contos de fadas que foi criada para ser. Lena andava de queixo erguido, se esforçando a todo custo para não cair do sapato alto, Já Vicky agia com naturalidade no Baile, fazendo cara de moça de família, enquanto os olhos astutos caçavam por homens ricos e ingênuos.
Agatha foi seguida de perto por Albert Laprel, um rapaz elegante, porém um tanto vazio, que ostentava o cargo de ministro da Cultura.
- Vossa Alteza deveria ter-nos anunciado vossa presença! – dizia – Com certeza, nossos cônsules a receberiam com a cortesia esperada de uma aliada.
- Fico contente por isso, senhor! – repetia Agatha, cansada da intromissão do ministro – Mas preciso, de verdade, falar com o Rei…
Albert parecia não ter ouvido. Continuava a tagarelar sobre as benfeitorias dos cônsules.
Já estava tarde, e como Agatha lastimava, o Rei não aparecia. Embora o horário já fosse bastante adiantado, os nobres continuavam a comer e beber, e mais bebida e comida chegavam. Lena discutia furtivamente com os professores da Universidade e o Ministro da Educação enquanto Vicky, bêbada, conseguira seduzir todos os ricos e burros. Agatha já havia se aborrecido com o lenga-lenga do ministro e não conseguia se aproximar dos cônsules da República da Terra para obter alguma resposta. Na certa, assim ela pensava, os cônsules tentavam evitar suas perguntas, e para isso, utilizava-se do ministro anti-pático.
- Eu sabia – dizia Lena – Está óbvio que os cônsules não querem que Agatha veja o rei.
- E por que fariam isso? – perguntava Vicky, servindo-se de mais ponche.
- Não sei, o que você acha, Agatha?
- Vicky, aquela senhora não gostou de você. – informou Agatha de repente – Ela diz que você não passa de uma vadia louca que dá em cima de todo homem com mais de 20 moedas de ouro.
Lena não entendeu o porquê daquilo, mas a reação de Vicky foi instantânea. A loira pegou o ponche que bebia, encheu mais um pouco e atirou na cabeça da dama. Os guardas começaram a se mover, enquanto lentamente Agatha adentrava o interior do palácio.
Apesar do tamanho, e das inúmeras vezes que teve de cruzar por corredores escuros, Agatha chegou aos aposentos reais com alguma facilidade.
Como manda a etiqueta, ela bateu na porta não uma, mas seis vezes. Não obtendo resposta, decidiu entrar, murmurando desculpas.
O que viu naquele rico leito, não fora um rei. E sim um enfermo que como seu país se encaminhava a largos passos para a destruição.

4 comentários:

Tammy disse...

Que TRISTE o rei doente...
Se bem que eu cogitei ele ter morrido quando ela entrou...
Tipo achar o cadáver se decompondo 8-)

Vickyyyyyyyy imagieni legal ela bêbada e os trouxa em volta...
UHAUHAUHAUAHUAHUAH
Palpite: o Rei vai morrer!

Gui disse...

A Agatha pensa!!! Aleluia

Abelhinha disse...

Meu, isso me lembrou do Homem da Máscara de Ferro pakoakoakoakoakaoakao

Tô chamando o resto das minas pra ler tb amore!

Sabrina disse...

Show de bola Bibs! Só agora o hospital deixou eu ler tudinho

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PS: Jade riu litros com a mina bêbada