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Louca/Estranha/Anormal/Distante/Fria/Egocêntrica E muitas outras mais... Autora de Angelus, Tokyo Revivers e A Cor da Lágrima, codinome: Horigome Namika

quarta-feira, 31 de março de 2010

Cap. 19 Povo com Honra

     Todos - homens e mulheres, jovens e velhos - estavam enfileirados em pleno meio-dia esperando uma acareação. As três forasteiras não eram exceção, principalmente uma delas, que exibia um sorriso vitorioso, como uma criança que faz travessura.
   - Você tem ideia da merda que você fez? - murmurou Lena, entre os dentes. Afinal, explodir uma fábrica inteira só seria obra dela.
   - Aff... - Vicky deu um muxoxo fazendo cara de "vocês falam demais, eu prefiro agir" - Se eu não destruísse aquela porcaria ninguém ia fazer. Cansei do blá blá blá.
  As duas se calaram quando um soldado passou por elas carregando um fuzil.
  - Hoje, um de vocês agiu com muita... imaturidade... falta de respeito... ingratidão! - começou o capitão. Era um homem de meia idade, alto, alguns fios grisalhos, um monóculo e uma porção de insígnias na farda. Falava austeramente, e todos os cidadãos tinham certo temor dele - Posso garantir que o culpado será acusado de traição à República da Terra.
    As crianças se escondiam nas barras das saias das mães. Mesmo os homens tremiam quando em presença do capitão.
  - Tem ideia do que fizeram? - continuou - Traíram sua nação, seu povo! Era essa fábrica que garantia que vocês, almas desgraçadas continuassem a viver! E agora, espero sinceramente, que caiam na mais profunda miséria! Porém... se alguém se acusar ou souber do verdadeiro culpado... mostrarei clemência pelo povo...
   Ninguém se movia, afinal ninguém sabia quem poderia ter feito tal ato... a não ser que não tivessem vindo da cidade...
  - A mulher loura... Aquela da ponta! - disse alguém - Não estava aqui na hora que a fábrica explodiu.
   As atenções voltaram-se ao trio. O capitão apenas deu uma ordem: prendam-nas. Lena deu um passo à frente para garantir seus direitos, mas Agatha se adiantou.
  - Não podem nos prender sem provas!
  - Silêncio garotinha! - ameaçou o capitão - Aqui é a minha terra, eu mando aqui e nem a sua coroa de princesa garante algo aqui!
  - Parabéns Vicky - murmurava Lena.
  - Qual o problema? Eu que mandei essa porra pelos ares mesmo.
  As duas se atracaram antes mesmo que os soldados viessem. A multidão se aglomerou para ver: o capitão atravessava por entre os curiosos para colocar ordem na baderna.
  Lena e Vicky brigando? Sim, elas viviam se estranhando. Mas desta vez, a luta simulada entre as duas eram parte do plano. Vicky sacou a arma e apontou para a cabeça do capitão, enquanto os soldados não abaixassem as armas.
  Mas um soldado ao fundo viera avançando, oculto. Já engatilhara a arma: atiraria pelas costas de Vicky e colocaria de vez um ponto final nessa insurreição. Seus planos foram frustrados uma vez atingido por uma barra de ferro empunhada por Bruce. Os soldados viraram-se para atirar, mas tiveram de se ver com a fúria dos populares. 
   Em pouco tempo, estavam todos rendidos e amarrados por cordas. Vicky arrombou o quartel, toneladas de moedas em ouro, prata e bronze, além de inúmeros alimentos e remédios estocados. O povo se organizou para receber tudo, enquanto os soldados e o capitão permaneciam amarrados na praça sob o sol escaldante.
   - Traidores! Marginais! Saqueadores! O governo pronvincial ficará sabendo dessa insurreição. Vocês serão todos presos e terão as cabeças cortadas.

    As injúrias do capitão só foram caladas por uma bota de mulher. A mesma mulher loura que começara aquilo tudo.

  - Não sabemos como agradecer: senhorita Brown, senhorita Valentine, Princesa... Graças à vocês, não mais teremos que nos submeter às vontades do exército corrupto.
  - Não se preocupem... Amanhã iremos nos encontrar com o rei e eu farei questão de alertá-lo da corrupção em seu país... Minha mãe sempre disse que o rei é justo, ele ouvirá meus apelos...
  - Mas agora que já fizemos o trabalho duro - observou Vicky - o que vão fazer agora?
  - Pretendemos limpar o rio, voltar a plantar e a criar animais... logo as pessoas não vão mais adoecer e não teremos mais que suportar os soldados corruptos - respondeu Bruce.

   As jovens conseguiram montaria, ou melhor, pegaram as dos soldados corruptos. Agatha foi a última a deixar a cidade, com um sorriso estampado no rosto e a alegria de ter ajudado mais pessoas, mesmo que elas não fossem seus súditos.
   - Quer andar fofa? - alertou Vicky - Precisamos chegar amanhã à capital!
  
   As horas voaram, a madrugada não foi hora para dormir. O dia raiava quando chegaram à Capital. Ela se localiza no alto de um grande planalto, cercado por um gigantesco fosso. Havia uma ponte que baixava e funcionários que verificavam os documentos de cada cidadão que entrava.
  - Pra que toda essa burocracia? - perguntou Agatha
  - A Capital é a maior cidade da República da Terra e a mais rica também... além disso há o temor de invasão por parte do Império do Fogo por meio de espiões...
  
  

2 comentários:

Gui disse...

Enfim chegamos à Capital

t amo

Tammy disse...

Sabia que tinha sido ela ^^'

Enfim na capital \o/