terça-feira, 16 de março de 2010
Agatha Tess abriu os olhos lentamente, o que não impediu que a luminosidade quase a cegasse. Vestiu o robe de cambraia verde e andou passos ligeiros e leves, como os de uma bailarina. Da sala da casa, vira Lena sentada no sofá, conversando com dois policiais.
Sua presença foi logo notada pelo mais velho. Um homem de meia idade e barba grisalha. Ao seu lado, estava um mais jovem, de cabelos de um castanho ferruugem, anotando alguma coisa num bloco de notas.
- Lamento Alteza! - desculpou-se o velho, depois de uma profunda mesura - Nunca na história de nossa cidade...
Agatha levantou a mão pedindo para que parasse. Sofreu um golpe, aquilo era exclusivamente sua culpa.
- O que levaram Agatha? - perguntou Lena.
-Minha tiara real, um colar com um rubi e uma correspondência destinada ao Rei.
- Como era a moça?
- Não sei falar... Estava muito disfarçada... mas os olhos dela! Eles eram muito azuis... o cabelo não tenho certeza, parecia loiro. Do resto, não me lembro muita coisa.
O jovem policial virou o caderno em que escrevia suas notas. Nele se viu um desenho muito bem feito.
- Co..co..como o senhor...
- Só existe uma pessoa capaz de fazer isto. Vicky Valentine, a cobra do deserto... ninguém até hoje consegue pegar essa mulher!
Agatha ergueu-se impetuosamente, como se sua vontade tivesse sido acendida por algo desconhecido. Então ela era Vicky Valentine, a mulher intocável, a quem ninguém na história daquele país havia conseguido.
Ela entrou naquele bar que há alguns anos já havia frequentado. Mas desta vez não viera trabalhar (leia-se enganar alguém) e sim desfrutar dos prazeres da vida. Beber o melhor uísque, o melhor rum e ouvir as melhores músicas.
Aquele rosto familiar sorria displicentemente sob o cartaz: "Procurada". Abaixo diversos crimes que ela praticara e que sorria de prazer ao vê-los, como se tivesse orgulho disso. Inúmeros assaltos, estelionato, falsidade ideológica, contrabando, curandeirismo, formação de quadrilha, etc, etc e etc. Mas hoje não estava ali para rir de seu próprio "currículo" e sim para gastar um pouco do dinheiro obtido da venda de um belo rubi.
Oliver Gardner não era bem vindo ali, mas isso não significava que não era bem recebido, mesmo hipocritamente. Há anos a República da Terra dizia declarar guerra ao seu país, mas a cada dia, cada vez mais cidadãos do Império do Fogo se apropriavam da praia alheia.
Andava de um lado pro outro, possesso de raiva, descontando nos subordinados toda a raiva que sentia de si mesmo. Não era o primeiro, e nem seria o último a ser enganado por Vicky Valentine.
- Maldita ladra! - repetia - Eu vou te encontrar, nem que seja no inferno!!
Vicky atravessou pela porta, segura de si dos pés à cabeça. Os homens aglomerados sob a mesa de carvalho viraram automaticamente seus rostos quando viram a imagem conhecida:
- Quem é viva sempre aparece, Vicky! - saudou um gordo e barbudo do meio da roda. Vicky se sentou numa das cadeiras da roda e espiou para ver qual era a boa.
- Vai apostar, gata?
- Dez moedas de ouro no 27 vermelho!
- Tá cheia da nota hein, Vicky! - admirou-se um deles - Quem foi que cê enganou desta vez?
- Um servicinho aí, bem legal até!
Perdia, ganhava, a vida era um jogo. Uma faca de dois gumes como ela. Mas uma faca poderia ficar cega... A porta foi escancarada escandalosamente por alguns soldados do fogo. Seus rostos foram direcionados justamente para a única mulher no saloon.
- Nem acredito que serei o primeiro a pegar Vicky Valentine, a cobra do deserto!
Trazia consigo um cartaz, prometendo mais quinhentas peças de ouro. Não se lembrava de nenhum bandido que valesse mais que isso.
A poeira invadiu o saloon, mas não do deserto. Dezenas de homens entrelaçaram-se, cada um tentando capturar a loira. Mas apesar de sua presença ser a mais marcante daquele local, ela conseguiu escapar rastejando tal e qual seu apelido, e ainda levando as moedas dentro dos bolsos de seus "companheiros".
Sempre escapara, não importava como. Estava acostumada a dar golpes em todos: do simples operário ao fazendeiro rico. Sempre usando sua beleza natural e a inteligência desenvolvida pela necessidade. Mas agora ela enganara duas pessoas de uma vez, duas pessoas da realeza e tinha um exército inteiro no seu pé. Tinha ido longe demais?
Agatha ergueu-se impetuosamente, como se sua vontade tivesse sido acendida por algo desconhecido. Então ela era Vicky Valentine, a mulher intocável, a quem ninguém na história daquele país havia conseguido.
Ela entrou naquele bar que há alguns anos já havia frequentado. Mas desta vez não viera trabalhar (leia-se enganar alguém) e sim desfrutar dos prazeres da vida. Beber o melhor uísque, o melhor rum e ouvir as melhores músicas.
Aquele rosto familiar sorria displicentemente sob o cartaz: "Procurada". Abaixo diversos crimes que ela praticara e que sorria de prazer ao vê-los, como se tivesse orgulho disso. Inúmeros assaltos, estelionato, falsidade ideológica, contrabando, curandeirismo, formação de quadrilha, etc, etc e etc. Mas hoje não estava ali para rir de seu próprio "currículo" e sim para gastar um pouco do dinheiro obtido da venda de um belo rubi.
Oliver Gardner não era bem vindo ali, mas isso não significava que não era bem recebido, mesmo hipocritamente. Há anos a República da Terra dizia declarar guerra ao seu país, mas a cada dia, cada vez mais cidadãos do Império do Fogo se apropriavam da praia alheia.
Andava de um lado pro outro, possesso de raiva, descontando nos subordinados toda a raiva que sentia de si mesmo. Não era o primeiro, e nem seria o último a ser enganado por Vicky Valentine.
- Maldita ladra! - repetia - Eu vou te encontrar, nem que seja no inferno!!
Vicky atravessou pela porta, segura de si dos pés à cabeça. Os homens aglomerados sob a mesa de carvalho viraram automaticamente seus rostos quando viram a imagem conhecida:
- Quem é viva sempre aparece, Vicky! - saudou um gordo e barbudo do meio da roda. Vicky se sentou numa das cadeiras da roda e espiou para ver qual era a boa.
- Vai apostar, gata?
- Dez moedas de ouro no 27 vermelho!
- Tá cheia da nota hein, Vicky! - admirou-se um deles - Quem foi que cê enganou desta vez?
- Um servicinho aí, bem legal até!
Perdia, ganhava, a vida era um jogo. Uma faca de dois gumes como ela. Mas uma faca poderia ficar cega... A porta foi escancarada escandalosamente por alguns soldados do fogo. Seus rostos foram direcionados justamente para a única mulher no saloon.
- Nem acredito que serei o primeiro a pegar Vicky Valentine, a cobra do deserto!
Trazia consigo um cartaz, prometendo mais quinhentas peças de ouro. Não se lembrava de nenhum bandido que valesse mais que isso.
A poeira invadiu o saloon, mas não do deserto. Dezenas de homens entrelaçaram-se, cada um tentando capturar a loira. Mas apesar de sua presença ser a mais marcante daquele local, ela conseguiu escapar rastejando tal e qual seu apelido, e ainda levando as moedas dentro dos bolsos de seus "companheiros".
Sempre escapara, não importava como. Estava acostumada a dar golpes em todos: do simples operário ao fazendeiro rico. Sempre usando sua beleza natural e a inteligência desenvolvida pela necessidade. Mas agora ela enganara duas pessoas de uma vez, duas pessoas da realeza e tinha um exército inteiro no seu pé. Tinha ido longe demais?
Marcadores: Lena Brown, Oliver Gardner, Princesa Agatha Tess, República da Terra, Vicky Valentine
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3 comentários:
Isso aê Vicky ^^"
Que se freud os Impérios \o/
ela é foda
depois do Hioshi, é a melhor personagem q vc criou
e aproveita a greve pra att mais né
ela eh foda \o/
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