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Louca/Estranha/Anormal/Distante/Fria/Egocêntrica E muitas outras mais... Autora de Angelus, Tokyo Revivers e A Cor da Lágrima, codinome: Horigome Namika

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cap. 4 Nasce uma Rainha

            - Agora já chega, Agatha, hora de dormir!- aconselhou a rainha, depois que fechara o livro de estórias.
           - Mas mamãe! - argumentou a princesa - Você ainda não explicou o que aconteceu com a Luz e o Sol! E os filhos deles? Por que eram monstros?
            - Amanhã eu explico, meu bem! - a mãe se despediu com um beijo na testa - Agora trate de dormir!
          - Aff! - resmungou Agatha - Se fosse o papai, teria explicado tudo direitinho!

           A Rainha se despediu da filha, uma garotinha linda e esperta de apenas três anos e voltara para o hall principal, onde os conselheiros esperavam-na ansiosamente.
           - Boa noite, senhores! - saudou - A princesa demorou a dormir!
          Dormir. Era uma coisa que não fazia há muito tempo, principalmente depois que seu marido assumiu o controle do Exército Real pessoalmente. Ter uma boa noite de sono durante aquela guerra, que já durava quase quatro anos, era um privilégio que apenas as crianças tinham.
           - A guerra está fugindo ao nosso controle, Vossa Majestade! - opinou um dos conselheiros - Devemos assinar um Acordo de Paz logo com o Império do Fogo antes que percamos ainda mais territórios e mais soldados!
          - Assinar um acordo com Ivan? - discordou outro - De maneira alguma! Ele quer em troca de nossa rendição regiões ricas em minérios! Isso seria um desastre para nossa economia!
             - Desastre econômico teremos se não encerrarmos a Guerra imediatamente! Armamentos, comida, montaria... Tudo isso custa demais aos cofres do Reino do Ar! 
             - Então devemos firmar uma aliança com o País da Terra! O Rei é justo e também está sendo ameaçado por Ivan! O que acha, Majestade.
            - Devemos esperar Victor voltar para tomar qualquer decisão! - concluiu a Rainha, absorta nas discussões. - A reunião está encerrada.
            
            - Tudo isso é peso demais nas suas costas - disse Thales, um de seus fiéis seguidores quando a Rainha repousava na sala de estar real - É uma guerra e nunca esteve preparada para assumir o trono sob essas circunstâncias.
             - Eu sei, Thales, mas não sinto nenhuma segurança enquanto Victor não voltar.
             - Meu primo voltará, Amélia, ele com certeza voltará.
            Amélia se preocupou se a sua falta de experiência e segurança transpareceriam aos conselheiros e pior, ao povo. Simplesmente não sabia como agir. O reino foi-lhe dado sem a menor cerimônia, ou preparação. Era uma Rainha tola e ignorante que se deixava levar pela decisão de seus conselheiros. 
            
             A Rainha olhava aquele acordo com o País da Terra com a maior satisfação. Com as tropas unidas, conseguiriam frear as pretensões de Ivan e quem sabe extinguir a guerra.
           - Majestade! Majestade! - anunciou-se um menino franzino - Notícias do Exército Real!
          - Reporte!
         - O Exército Real liderado pelo Rei encontrou-se com o Exército Real do Fogo! 
          - Mande reforços! - ordenou Amélia - E peça ajuda para o País da Terra!

           O coração de Amélia ficou aflito durante uma semana. Todos os dias recebia as notícias do front enquanto fazia malabarismos para entreter a filha e governar o Reino. E, num dia, que chovia incessantemente, as Tropas Reais chegavam cansadas.
          - Vitória, Vossa Majestade! - informou Thales - Vencemos!
           Mas seu rosto não transparecia a menor sensação de alegria. Pelo contrário.
          - E Victor, onde está? - perguntou a Rainha, esticando o pescoço para encontrar, entre os soldados algum vestígio do marido.
           - Lamento Vossa Majestade, lamento! - sussurrou Thales, oferecendo à Rainha o pergaminho preto, que só tinha um significado.
           - Não, não isso não é possível, Thales. Com certeza houve um engano e... - a Rainha paralisou ao ver o cortejo trazendo o corpo do Rei, morto.
           
           A guerra cessou entre o período de morte de Victor. Amélia encontrava-se em estado de choque e evitava até mesmo ver a pequena Agatha, não queria revelar-lhe que o pai fora morto pela espada de Ivan, o Imperador do Fogo. De agora em diante, não haveria ninguém por elas, teria de ser forte o suficiente para governar o Reino e ainda ser mãe. 
           O corpo de Victor foi enterrado no mausoléu da família. Amélia morreu junto a ele naquele dia. Nascera outra pessoa, uma Rainha de verdade.
           

3 comentários:

Tammy disse...

A Amélia era de certa forma guerreira e talz, eu gostava dela...
E como sempre você mata os personas q eu gosto .__.

=**

Doug disse...

♪ Amélia não tinha a menor vaidade... Amélia que era mulher de verdade ♫
ahuhauahuahuahuahuahuah

Gui disse...

War War War

amo vc