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Louca/Estranha/Anormal/Distante/Fria/Egocêntrica E muitas outras mais... Autora de Angelus, Tokyo Revivers e A Cor da Lágrima, codinome: Horigome Namika

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

           A mãe apenas obervava os olhos frios da filha com suas palavras venenosas. O pai, ao contrário, escutava tudo atentamente.
           - Papai, o senhor não deveria punir os humanos por um erro de Sol! Eu imploro, meu pai!
           - E desde quando se importas com os humanos, Lua? - interveio a mãe - Tu só te lembras deles quando estás com raiva o suficiente para puni-los.
           Lua olhou de esguelha com desprezo para a mãe. Ela sempre acreditara que a mãe preferia ao irmão, e sempre, sempre, estava contra ela.
           
           Levavam uma vida simples. Ele e a esposa moravam num pequeno sítio, cuja casa não passava de um casebre, com uma pequena horta onde plantavam legumes e verduras para seu próprio sustento. A esposa, grávida, deixara de lavar roupas para as famílias um pouco mais abastadas; agora costurava roupas em casa.
           Porém, a lavoura não ia nada bem. Apesar de ser verão, que costumava ter sol e tempo limpo, as chuvas de primavera teimavam em continuar. 
          A situação ficou tão ruim que o líder da aldeia convocou uma reunião para discutir a respeito da comida estocada para o inverno. Ficou decidido que a pouca comida que sobrara da colheita anterior seria distribuída entre as famílias que tinham prioridade: crianças, idosos e mulheres grávidas. 
         - Estou muito preocupada - refletiu Luz - Se as chuvas continuarem, não teremos colheita no outono e passaremos fome no inverno...
            O marido a olhava tristemente. Sua esposa grávida, a comida racionada, as chuvas que não paravam, crianças passando fome, doenças batendo à porta das pessoas... sentiu tanta culpa, tanto remorso.
           - De qualquer forma, enviei oferendas aos deuses, mas até agora nada...
           - FICASTE LOUCA? - gritou o marido repentinamente - Estás grávida e ainda dá a nossa comida a estes malditos deuses!!! Queres perder essa criança? É isso o que tu queres?
            Luz começou a chorar. Jamais ouvira o marido falar assim. Apenas recolheu as mãos e tampou o rosto.
             - Luz, preciso lhe dizer uma coisa.
             Os três seres divinos chegaram àquele povoado usando capas, não para se protegerem das chuvas, mas para ocultar dos simplórios humanos as suas verdadeira identidades. 
             As duas mulheres possuíam em suas faces expressões completamente opostas. A de cachos dourados olhava aquela miséria com piedade e misericórdia. A de cabelos escuros e extremamente pálida, via aquela vila com asco e nojo. O homem ia à frente, feição imponente e passos determinados. Parou quando chegou num sítio paupérrimo, com uma pequena horta e galinhas e porcos caçando algo para comer.
            O homem entrou pela portinhola sem a menor cerimônia, sendo seguido pelas duas mulheres. A expressão no rosto das duas se acentuou mais ainda, principalmente a da mais nova,  que sentia nojo até mesmo de pisar naquela terra molhada.
             O deus  esbofeteou o rosto do filho. As mulheres viam tudo atonitamente, com exceção de Lua, que parecia rir por dentro. 
              - O povo sofre por tua culpa, Sol! - acusou o Deus-Pai - Fostes negligente com teus deveres para com a humanidade!
              - Meus deveres agora são com minha esposa e filho! 
              - Irmão - interrompeu Lua - É melhor que voltes conosco para a Morada dos Deuses, pois, caso não lembres, essa humana rompeu a Aliança entre Deuses e Humanos!
             A mãe olhou com desprezo para a filha, que, por sua vez, devolveu com um sorriso vitorioso no rosto.
               - Obrigado por lembrar, Lua! - agradeceu o Pai - Tens obrigação de voltar para a Morada dos Deuses e nós, deuses, temos o poder de punir essa humana por se envolver com um Deus!
              Luz olhou enviesada para o marido. Recuou alguns passos até ser amparada pela mulher mais velha, que ainda não falara.
                - A pena de morte é padrão nestes casos! - lembrou Lua.
                O Pai concordou com um aceno, para a alegria interior de Lua, mas pediu a opinião da esposa.
            - Eu intercedo por essa mulher! - disse pacificamente a Deusa Mãe - Temos de considerar que essa jovem não sabia de quem se tratava.
                - Mamãe, essa mulher está grávida de um deus, isso é proibido!
              -  ELA FOI ENGANADA! - reagiu ferozmente a Mãe - Lua, minha filha, não deixes tua raiva levar-te à obsessão!
                 As duas se calaram e olharam para o Deus-Pai. A palavra final seria dada por ele. Luz, com medo da perspectiva de ser morta pelos deuses, abraçava o marido e soluçava. Logo os deuses, a quem ela tanto temia e respeitava!
                  - Voltemos à Morada dos Deuses! Mas esta mulher, mesmo enganada, cometeu um crime! Mulher, desafiaste os deuses e arcarás com as consequências de teus atos!

3 comentários:

Tammy disse...

Não gosto mais da Lua essa hija de puta ¬¬'
Gosto do Sol *__*
Imagino ele bonitãoooooooo

Gui disse...

Deusa psicopata
O Sol se ferrou!!
Te amo!

Doug disse...

vai nascer um solzinho da Rihappy